Quem nunca ouviu falar numa roda de samba? Carioca que é carioca certamente já. Em qualquer lugar, a qualquer momento, três ou mais amigos se reúnem na mesa de bar pra batucar e cantar e pronto! Está formada mais uma roda de samba.
Quer coisa mais jazzy que o charme do Rio de Janeiro? Andar pelo calçadão de Copacabana, ver o pôr do sol no Arpoador, caminhar por entre as palmeiras imperiais do Jardim Botânico ou pedalar ao redor da Lagoa: em cada esquina uma inspiração pra um Jazz de primeira.
Não é à toa que, da mistura desse dois ritmos, o carioca sempre criativo já tinha criado a Bossa Nova, saída de apartamentos da Avenida Atlântica nos anos 50 e até hoje sinônimo de Brasil no mundo.
Foi unindo essas características do carioca as suas maiores influências musicais – o Jazz e o Samba –, e se questionando por que ninguém fez isso antes, que a cantora Renata Gebara criou a Roda de Jazz à Brasileira: um projeto despojado, despretensioso e, principalmente por causa disso, com a cara do Rio.
Com uma formação dinâmica – Renata Gebara na voz, João Gaspar nas cordas e Rafael Maia na percuteria (mistura de percussão com bateria) – a Roda de Jazz está sempre aberta para receber músicos convidados para canjas despojada. Com numa autêntica roda de Samba!
A Roda traz standards de Jazz, clássicos da Bossa, sambas tradicionais e permite a liberdade entre ritmos e harmonias dos três estilos: Renata canta sambas em ritmo de Jazz, Jazz com som de Bossa, bossas para sambar e tudo mais que a improvisação permite.
Para acompanhá-la, Renata escolheu nomes como Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, com “Samba é Tudo”; Assis Valente, com “Brasil Pandeiro”; Donga, com “Chora Cavaquinho”; Dorival Caymmi, com “Saudades da Bahia”, Ronaldo Bôscoli e Menescal, com “Rio; e Paulinho da Viola e Elton Medeiros, com “Pra fugir da Saudade”. Sem esquecer, é claro, de Cole Porter, com “At Long Last Love”; Roger and Heart, com My funny Valentine; Duke Ellington, com “Prelude to a Kiss”; e Thelonius Monk, com “Dear Ruby”.
Com um repertório composto de standards de Jazz, clássicos da Bossa, sambas tradicionais e algumas músicas de seu trabalho solo, Renata vai mostrar como os três estilos são complementares e como toda essa mistura resultou em música boa.
Quando for rolar mais Roda, eu aviso!!